terça-feira, 17 de maio de 2016

Surdez: Causas e Prevenções



A surdez, também chamada de deficiência auditiva, pode ser congênita ou adquirida. É a diminuição da audição ou seja da capacidade de escutar e entender.
Na surdez congênita a criança adquire a deficiência durante a gestação. A aquisição da surdez pelo bebê pode se dar por:
  • Medicamentos tomados pela gestante;
  • Doenças adquiridas durante a gestação, como sífilis e toxoplasmose;
  • Hereditariedade;
  • A exposição da mãe a radiações e problemas no parto;
  • O fato de a criança nascer antes ou depois do tempo;
  • Infecções hospitalares e;
  • O uso de fórceps para retirar a criança ou a falta de oxigenação.
Algumas doenças deixam como sequela a surdez, e se uma gestante for contaminada por alguma dessas doenças, a sequela pode afetar o bebê. São elas:
  • Rubéola,
  • Toxoplasmose,
  • Sarampo,
  • Sífilis,
  • Herpes,
  • Diabetes,
  • Pressão alta,
  • Meningite, entre outras.
A surdez que essas doenças causam é a chamada surdez de percepção ou neuro-sensorial. Nesse tipo de surdez ocorre lesão nas células nervosas e sensoriais que levam o estímulo do som da cóclea até o cérebro. As doenças que atingem a cóclea e o nervo auditivo raramente têm tratamento.
Quando dizemos que a perda auditiva é por condução, isso quer dizer que há algo bloqueando a passagem do som da orelha externa até a orelha interna. Ela pode ocorrer pelo rompimento do tímpano, excesso de cera que se acumula no canal auditivo, introdução de algum material no canal auditivo. Infecção nos ossículos da orelha média também pode causar a surdez por condução. Esse tipo de surdez é revertido por medicamentos ou cirurgia.

Outro tipo de perda auditiva é chamado de surdez central. Ele ocorre à medida que envelhecemos e faz parte de um processo natural do corpo. Assim como a visão e o coração, o sistema auditivo da pessoa também sofre desgaste ao longo dos anos, e a maneira como a pessoa trata os ouvidos ao longo da vida influencia bastante na Presbiacusia (nome técnico dado à surdez por envelhecimento).
O volume ou intensidade dos sons é medido por unidades chamadas decibéis (dB), de tal sorte que verifica-se a partir da perda auditiva em decibéis, a existência de diferentes graus de surdez.
O grupo dos parcialmente surdos engloba os sujeitos com surdez leve e os com surdez moderada.
A surdez leve apresenta uma perda auditiva de até 40 dB. Essa perda impede a percepção perfeita de todos os fonemas da palavra, mas não impede a aquisição normal da linguagem. Pode, no entanto, causar algum problema articulatório ou dificuldade na leitura e/ou escrita.
A surdez moderada apresenta perda auditiva entre 40 e 70 dB. Esses limites se encontram no nível da percepção da palavra, sendo necessário uma voz de certa intensidade para que seja claramente percebida.
Há ainda o grupo dos que abrange os indivíduos com surdez severa e os com surdez profunda. A surdez severa apresenta uma perda auditiva entre 70 e 90 dB. O indivíduo só consegue ouvir sons próximos e algumas palavras amplificadas. O processo de aquisição da linguagem oral não é feito de forma espontânea.
O indivíduo com surdez profunda apresenta perda auditiva superior a 90 dB. Não consegue perceber a fala através da audição, mas pode perceber sons altos e vibrações. Apresenta muitas limitações para aquisição da linguagem oral.

A evolução da perda auditiva depende da causa ou da gravidade da lesão. Por exemplo , se houver uma perda auditiva devido a uma exposição de ruídos, acima do limite tolerado ( 75 decibéis), a audição pode retornar ao normal em 24 horas. Entretanto, se a exposição for repetitiva, a lesão causada no ouvido interno poderá ser definitiva, portanto, será irreversível. Em crianças com infecção no ouvido médio (otite média) vai ocorrer acúmulo de secreção atrás do tímpano que, na maioria das vezes, é absorvida pelo organismo e a audição tende a normalizar em algumas semanas. Na Presbiacusia (surdez do idoso) e na Ototoxidade(surdez por medicamento) a perda auditiva, em geral, aumenta gradativamente.

Dicas de prevenção:  Mulheres devem ser vacinadas contra a rubéola antes de engravidar. Na gestação, é essencial a realização dos exames pré-natais. Crianças devem ser vacinadas contra sarampo, meningite e caxumba. Recém-nascidos devem ser submetidos ao teste da orelhinha. Deve-se evitar exposição ao barulho e usar protetores de ouvido em situações de exposição. Trabalhador exposto ao barulho deve se proteger com tampões e realizar exames auditivos com freqüência.

O tratamento da surdez depende da causa. Se a perda auditiva for devido a um grande acúmulo de cera no canal do ouvido, o médico simplesmente fará a remoção usando o instrumental do consultório. Nas perfurações timpânicas e nas lesões ou fixação dos ossículos (martelo, bigorna, estribo) o tratamento é cirúrgico. Nos casos de secreção acumulada atrás do tímpano (otite secretora) por mais de 90 dias, sem melhora da audição, a cirurgia também está indicada. Na doença de Meniére o tratamento é clínico e, às vezes, cirúrgico. Em casos de tumores, o tratamento indicado pode ser essencialmente cirúrgico, radioterápico ou radio cirúrgico. Muitos pacientes têm indicação de aparelhos auditivos (aparelhos de surdez), cuja função é amplificar os sons. Para aqueles pacientes com surdez severa e profunda que não se beneficiam com esses aparelhos está indicado o uso do implante coclear. Os implantes cocleares são sistemas eletrônicos implantados cirurgicamente, que têm a função de transmitir estímulos elétricos ao cérebro através do nervo auditivo. No cérebro esses estímulos elétricos são interpretados como sons.





Webliografia 

http://www.direitodeouvir.com.br/
                                   www.medel.com/br/hearing-loss/
www.brasilmedia.com/
reouvir.org.br
www.acessibilidadeinclusiva.com.br
revistapesquisa.fapesp.br
                                        http://www.surtel.com.br





Alunas: Thayla de Souza, Roberta Barbosa e Tatiana Menezes
Turma: 3003

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